6 de julho de 2018

TOURNÉE 2018

Academia Baiana de Letras – Salvador - dia 07 de agosto, às 15h e 17h

Academia Alagoana de Letras – Maceió - dia 09 de agosto, às 12h, 13h30h e 15h

Academia Cearense de Letras – Fortaleza - dia 14 de agosto, às 10h e 15h

Academia Maranhense de Letras – São Luís - dia 16 de agosto, às 15h e 17h30

Academia Piauiense de Letras – Teresina - dia 18 de agosto, às 10h e 17h

Patrocínio: CONSELHO NACIONAL DO SESI

8 de junho de 2014

Matéria no jornal Tribuna de Minhas em Juiz de Fora

http://www.tribunademinas.com.br/cultura/fog-o-prosa-e-poesia-1.1459682

22 de Maio de 2014 - 06:00

Espetáculo teatral resgata obra de Cora Coralina e Adélia Prado e estreia curta temporada na cidade

Por JÚLIA PESSÔA
O armário, as janelas, o fogão, as vestes, a comida. Imagens tão familiares a todos nós quanto a própria sensação de estar em casa, sentimento que permeia quase a totalidade da obra de duas das maiores poetas da literatura brasileira: a mineira Adélia Prado e a goiana Cora Coralina. Apesar de o caminho das duas nunca ter se cruzado enquanto Cora ainda enchia o mundo de poesia (a escritora morreu em 1985, aos 95 anos, e Adélia - felizmente ainda viva - hoje tem 78 anos), as duas se encontram no palco do Espaço Cultural dos Correios de sexta a domingo, na peça "Cora e Adélia, receita de poesia em um dedo de prosa", em que as atrizes globais Sônia de Paula ("Caras e bocas", "Os normais", "Sítio do Picapau Amarelo") e Nica Bonfim ("A diarista", "Zorra total", "Anjo mau") resgatam parte da obra das autoras, mesclando sarau e teatro.
Em cena, as atrizes interpretam duas professoras aposentadas, Susi e Magali, amigas aficionadas por poesia que em certa ocasião presenteiam, uma à outra, com uma obra de Adélia e uma de Cora. "A partir daí, elas decidem fazer um sarau, e há a leitura dos poemas, em um diálogo não muito óbvio entre as obras, feito a partir de temáticas abordadas pelas duas: o ato de escrever, a solidão, as memórias de família, o cotidiano caseiro, coisas assim", explica Nica Bonfim, acrescentando que, em determinado momento do espetáculo, as personagens acabam vertendo-se em Adélia e Cora por meio da poesia. "É uma transformação sutil, muito natural, que se dá ao passo que elas vão se envolvendo com a obra e a história pessoal das poetas. O texto tem, inclusive, passagens de entrevistas das duas, que torna esse processo mais orgânico", completa a atriz.
Para Sônia de Paula, cujo projeto é um sonho antigo, tanto a lírica de Adélia quanto a de Cora encantam pela simplicidade e pela universalidade dos temas. "Fico muito emocionada ao ler as referências de Cora sobre a infância, sobre a vida em família. Perdi meus pais cedo e fui criada por outra família, então é sempre algo que me toca. Já na obra de Adélia, me identifico com a religiosidade, com o caráter mundano, o sentimento de que ela escreve o que todos sentem e gostariam de escrever", diz a atriz.
O cenário reproduz o intimismo que a poética das escritoras proporciona, trazendo uma cozinha - não raramente o ambiente mais aprazível de uma casa - e um cômodo com uma escrivaninha e livros, em referência à atividade literária das homenageadas. "É algo bem aconchegante, o espaço cênico é pequeno e circundado pelo público, que fica bem próximo e acompanha de perto o passeio pela vida destas grandes autoras", diz Nica Bonfim. Para criar esta imersão na poesia, as atrizes mergulharam no universo de Adélia e Cora, que transborda suavidade. "Nunca tinha me aprofundado tanto no trabalho das duas, e isso acabou se refletindo na interpretação, que é pausada, leve, tranquila, tem muita fluidez. Foi algo que também acabei incorporando para minha vida pessoal, porque sou muito agitada, e passei a ser mais observadora do mundo", comenta Sônia.
A direção do espetáculo é de Rafaela Amorim, que também assina a pesquisa e a seleção dos poemas trabalhados em cena. "Ela conseguiu mostrar, ao mesmo tempo, o lado delicado e corajoso destas mulheres que quebraram tantas barreiras e são até hoje tão atemporais em sua obra e em sua postura perante à vida", diz Sônia sobre a abordagem de Cora, doceira de profissão, tendo vivido longe dos grandes centros urbanos e alheia a modismos literários, e a mineira Adélia, que versa em prosa e poesia sobre a vida de província: a moça que arruma a cozinha, a missa, os vizinhos, gente simples.
A apresentação integra um projeto sociocultural de incentivo à leitura entre jovens e adultos com patrocínio dos Correios e do Ministério da Cultura. As sessões contarão com intérprete de libras e terão entrada franca, com distribuição de ingressos uma hora antes de cada uma delas. Para Nica Bonfim, além de estimular a leitura, a iniciativa é interessante porque demonstra o poder da poesia de sensibilizar as pessoas. "A peça desperta a vontade de conhecer mais sobre a vida e a obra delas e possivelmente o interesse pelo universo literário como um todo. Unir poesia e teatro foi uma experiência nova para mim, que possibilita presenciar, em tempo real, as pessoas rirem, se emocionarem, estarem em um contato mais real, mais orgânico com a literatura, algo lindo de se ver."
 "CORA E ADÉLIA, RECEITA DE POESIA EM UM DEDO DE PROSA"
 De 23 a 25 de maio, às 19h
 Espaço Cultural dos Correios
(Rua Marechal Deodoro 470 - Centro)
 Entrada franca, com distribuição de ingressos uma hora antes de cada sessão

MATÉRIA NO MGTV 1a EDIÇÃO EM JUIZ DE FORA

Matéria no MGTV 1a Edição em Juiz de Fora

http://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/mgtv-1edicao/videos/t/edicoes/v/obra-de-cora-coralina-e-adelia-prado-e-tema-de-espetaculo-em-juiz-de-fora/3366389/